Crônicas da vida: A sorte grande

jackpot_blogSábado pela manhã, aquela passadinha tradicional no posto. Calibrar pneus, jogar água no para-brisa, encher o tanque.

Pelo retrovisor, vejo o frentista meio aparvalhado, olhando alternadamente para a mangueira encaixada no meu carro e para o mostrador da bomba de combustível; o chamei e perguntei o que era, e ele me respondeu que ele não lembrava de ter programado a bomba.

Eu falei que ele provavelmente não fez isso, a bomba disparou porque encheu. Aí ele apontou para a bomba, e disse: “Olha ali, doutor, 150 reais certinho…”

Mandar encher o tanque, ele “disparar” sozinho e dar R$150,00? Sabe quantas vezes isso pode acontecer? Uma em milhares! Isso nunca tinha me acontecido!

Isso é um bom presságio, pensei eu. Corri para a lotérica, e joguei em tudo que era possível: sena, quina, dupla sena, lotofácil…

E sabem o que aconteceu? Não acertei nenhum número! Nenhum! Sabe quantas vezes isso pode acontecer? Uma em milhares! Isso nunca tinha me acontecido!

Pensei comigo que era melhor esquecer esta história de sorte, e viver a vida normalmente, com nossas lutas e conquistas.

Domingo a noite, véspera do meu aniversário, faltando poucos minutos para a meia noite-noite, escuto minhas filhas “se batendo” pelo corredor que dá acesso a porta do nosso quarto, desrespeitando todas as regras de comportamento e horário da casa.

A demanda era matar uma prosaica lagartixa, que as incomodava; ato consumado, mesmo assim elas continuaram nos enrolando, conversando e permanecendo dentro do nosso quarto.

Cheguei a ensaiar uma reprimenda, mas logo ficaram claros os sinais que elas queriam era garantir quem seria a primeira a me dar parabéns pelos meus cinquenta anos!

Que se dane a bomba de gasolina e os cartões da loteria! Esta sim, é a sorte grande!

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